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Chutar o balde faz parte!

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Tem muita gente chutando o balde. Seja pedindo demissão para tirar um ano sabático e viajar. Seja pedindo o divórcio de um casamento falido ou terminando um relacionamento que sabe-se que não vai dar em nada. Seja indo para a rua protestar pelo descontentamento com o país.

A verdade é que, mais do que nunca, existe uma urgência em ser feliz, em mudar o que não nos agrada. Uma vontade incontrolável de fazer alguma coisa, qualquer que seja.

Só que toda ação tem uma reação e quem frequentou as aulas de física sabe que ela vem na mesma intensidade. Se você estava perdendo o sono ou estava deprimida por causa de uma situação, há uma grande chance de que isso continue acontecendo, mas agora por um motivo diferente, já que muitas vezes não estamos preparados para as consequências da decisão que tomamos.

Para viver com ousadia é preciso saber lidar com o desconforto dessas emoções negativas. Por um lado, é desconfortável desafiar o status quo. É desconfortável resistir ao desejo de se acomodar. É desconfortável conviver com a dúvida sobre a decisão que tomamos.

Por outro lado, segundo a pesquisadora especialista em vulnerabilidade Brené Brown, quando estamos vulneráveis é que nascem o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade.

Eu garanto que a partir do momento em que você conseguir se sentir mais confortável com essa vulnerabilidade, você vai ter descoberto a mágica que acontece fora da sua zona de conforto e não existe a menor chance da sua vida continuar igual depois disso.

Nem todos os perrengues, dúvidas, insônias e lágrimas fizeram com que eu me arrependesse de ter chutado os baldes necessários para estar onde estou hoje. Eles só me deram força para continuar chutando cada vez mais longe!

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