Chico Xavier dizia que não somos apenas a perfeição dos nossos acertos, mas também o aprendizado dos nossos erros
Chico Xavier nos ensinaria, com aquela simplicidade que atravessa a alma, que a vida não é um quadro de medalhas, mas um livro de aprendizado. Não somos apenas a perfeição dos nossos acertos, porque o acerto, muitas vezes, é fruto de condições favoráveis. O que realmente revela quem somos é aquilo que fazemos quando erramos, quando caímos, quando nos vemos diante de nós mesmos sem desculpas e sem maquiagem.
Os erros, quando assumidos com humildade, viram degraus. Eles nos mostram onde ainda somos impulsivos, onde ainda ferimos por falta de maturidade, onde ainda confundimos amor com posse, coragem com orgulho, liberdade com fuga. E, ainda assim, Deus não nos condena por aprender. O Pai não exige impecabilidade; Ele espera sinceridade e esforço.
Há também as renúncias, essas vitórias silenciosas que ninguém aplaude. Renúncia de responder com agressão, de revidar, de alimentar ressentimento. Renúncia de permanecer onde a alma adoece. Renúncia de repetir padrões antigos só porque são conhecidos. Renúncia de ter razão para ter paz. É nessas decisões discretas, tomadas no íntimo, que o espírito se educa e se fortalece.
Por isso, não se reduza ao que deu errado. O erro não é sua identidade, é uma lição em andamento. E cada vez que você escolhe corrigir, pedir perdão, recomeçar com mais consciência, você prova que não é prisioneiro do passado. Você é um ser em construção, lapidado pelo tempo e amparado pela misericórdia.
Você não é apenas a perfeição dos seus acertos. Você é, sobretudo, a coragem de se transformar.
Por @diarioespirita1