Cavaleiros do Planalto Médio iniciam condução da chama crioula para Passo Fundo na próxima semana
O lançamento dos Festejos Farroupilha aconteceu na última quinta-feira (4) junto com o retorno da 6ª Edição da Boia Campeira em Passo Fundo. E dando sequência as atividades dos festejos, no dia 12 de agosto a Chama Crioula será partilhada em Canguçu-RS.
Conforme o coordenador da 7ª Região Tradicionalista, Verceli De Oliveira, os Cavaleiros do Planalto Médio assumiram mais uma vez essa jornada e no dia 12 participam do acendimento da chama, sendo que a distribuição iniciará no dia 13 agosto, com a jornada para Passo Fundo a partir de 14 de agosto. O ato vai envolver as 30 regiões tradicionalistas de todo o estado.
De Canguçu à Passo Fundo são mais de 400 km que serão percorridos pelos Cavaleiros do Planalto Médio. Segundo Verceli, os cavaleiros devem percorrer cerca de 25 km por dia, com alguns momentos de distância superior. A previsão é que no dia 28 de agosto, ao meio-dia, a chama esteja na cidade.
Na chegada, que acontece em um domingo no CTG Tropel de Caudilhos, haverá um encontro de patrões das 110 entidades tradicionalistas aguardando a chama. Conforme Verceli, a distribuição da chama acontecerá no dia 3 de setembro no Parque de Rodeios da Roselândia. Na oportunidade será partilhada uma centelha da chama crioula com todas as cidades da 7ª Região Tradicionalistas. Após isso, os cavaleiros seguirão para seus municípios.
Em Passo Fundo a unificação da chama crioula com o fogo simbólico acontecerá no dia 7 de setembro, após o desfile da Pátria. A fusão é realizada na Gare.
A Chama Crioula
Próximo da meia-noite do dia 7 de setembro de 1947, os jovens João Carlos Paixão Côrtes, Fernando Machado Vieira e Cyro Dutra Ferreira, aguardavam junto à Pira da Pátria, montados em seus cavalos. Naquela época, a Pira da Pátria ficava no Parque Farroupilha (Redenção), nas proximidades da Av. João Pessoa, esquina com a Rua Luiz Afonso e o Colégio Julio de Castilhos.
No momento da extinção do Fogo Simbólico da Pátria, os jovens foram chamados para a retirada da centelha, conforme haviam acordado com a Liga Da Defesa Nacional. Paixão subiu em uma escada com o archote improvisado, feito de cabo de vassoura, envolto por estopa embebida em querosene, presa por arames, e acendeu solenemente aquela que seria eternizada na história como a primeira Chama Crioula.