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Brasil Sem Frestas reforça pedido por doações de caixas de leite limpas com chegada do frio

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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O projeto Brasil Sem Frestas se tornou referência em ação social e sustentabilidade ao buscar soluções simples para um problema enfrentado por muitas famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa teve início em 2009, a partir da preocupação com as condições precárias de moradia, especialmente em períodos de frio e chuva. A proposta utiliza caixas de leite recicladas para a produção de placas térmicas, aplicadas em casas com frestas e pouca proteção. A ação, já conhecida na região, segue recebendo doações de caixas de leite.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a idealizadora do projeto, Maria Camozzato, reforçou a importância da colaboração da comunidade, especialmente com a chegada do frio, período em que aumenta a procura por atendimentos. Ela explicou que as embalagens doadas precisam estar limpas e secas para que possam ser utilizadas, já que muitas acabam sendo descartadas por estarem contaminadas. Ela orienta que após o uso, é importante abrir completamente a embalagem e realizar três enxágues com água, trocando o líquido a cada vez para remover qualquer resíduo de leite. Em seguida, a caixa deve ser bem sacudida para retirar o excesso de água.

Maria destacou que o principal objetivo do projeto é levar conforto térmico às moradias vulneráveis, contribuindo diretamente para a saúde das famílias. As placas produzidas com as caixas de leite ajudam a manter as casas mais quentes no inverno e mais frescas no verão, reduzindo a exposição ao frio, vento e umidade. Atualmente, o projeto utiliza, em média, cerca de 1.200 caixas de leite por residência atendida. O material passa por um processo de seleção, corte e higienização antes de ser transformado em chapas térmicas. As doações podem ser entregues na sede do projeto, localizada na rua Fagundes dos Reis, onde há um espaço adequado para o recebimento.

A iniciativa é totalmente voluntária e não cobra pelos atendimentos. As famílias interessadas podem entrar em contato para solicitar avaliação, sendo priorizados casos mais urgentes, como residências com crianças e idosos expostos ao frio. Além das doações, a comunidade também pode participar como voluntária, auxiliando nas etapas de produção e aplicação do material.

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