Bolsonaro reforça estratégia da direita
Presença do ex-presidente Jair Bolsonaro em Passo Fundo, na terça-feira, reforça a articulação dos partidos do campo da direita para as eleições municipais deste ano. O ex-vereador Márcio Patussi, presidente do PL municipal, foi o responsável por dar as boas-vindas aos pré-candidatos de todo o Estado, que se reuniram quarta-feira pela manhã, na sede do Sindicato Rural, junto ao Parque de Exposição Wolmar Salton, para ouvir o ex-presidente. O encontro teve mais de 600 pré-candidatos a prefeito e vereador. O público foi ainda maior, porque simpatizantes e admiradores do ex-presidente não perderam a oportunidade de chegar perto do ‘mito’. A escolha de Patussi como anfitrião foi o reconhecimento como agente do PL em Passo Fundo e como nome potencial para uma disputa na majoritária, o que ainda não está resolvido.
Ajustes
Vai ficar para o mês de abril, após encerrar o prazo da janela partidária, a definição da candidatura a prefeito entre PL e Republicanos. Os dois nomes, Patussi e Rodinei Candeia seguem na lista prioritária. Ambas as siglas aguardam definições do Podemos, que pediu mais tempo para fazer ajustes. O Podemos tem conversado com o grupo do prefeito Pedro Almeida, mas está aberto a outras possibilidades. O presidente do partido, Iriel Sachet tem dito que o foco ainda é a chapa proporcional.
Novo quadro I
A nova composição da Câmara de Vereadores, também representa uma nova correlação de forças com repercussão nas eleições. O campo da esquerda perde força no Legislativo, com a baixa de dois vereadores na bancada do PDT, que até então era a maior. Quem ganha é a base aliada do prefeito Pedro Almeida, que tem os nomes dos novos aliados confirmados nos partidos que compõem a aliança. É o caso do Sargento Trindade e Leandro Rosso, que reforçam a bancada do PSD, e de Edson Nascimento e Indiomar dos Santos, que ampliam a bancada do PP.
Novo quadro II
No campo da direita, quem ganha é o PL, com o ingresso de Gleison Consalter. O Republicanos perde uma cadeira. O Solidariedade perde representatividade, assim como o PTB – que se transformou em PRD com a fusão do Patriota. Meirelles se desfiliou do PRD, aparece como sem partido no momento e só deve anunciar nos últimos dias do prazo para qual partido vai migrar.
Novo quadro III
Se a decisão de Meirelles for pelo União Brasil, então teremos mais uma bancada com três vereadores: Rafael Colussi, que vai voltar para a Câmara no prazo da desincompatibilização; Nharam Carvalho e Meirelles. A maior dúvida continua em relação a Saul Spinelli, (PSB). Ele pode, inclusive, não mudar de sigla, mas isso não significa que apoiará Pedro Almeida para a reeleição. Já tem dado sinais de que a relação com o Executivo é institucional.
Sem pressa
Os partidos que podem compor uma aliança no campo progressista da esquerda já estão em outro patamar de negociações. Brasília entra no jogo e poderá ser decisiva para a definição do ex-prefeito Airton Dipp (PDT), depois é claro do resultado de pesquisa e da garantia de recurso. Se confirmar a expectativa em relação ao trabalhista teremos uma campanha inusitada. Patussi foi secretário de Dipp, que já comandou a prefeitura por três mandatos. Pedro Almeida é responsável pelo terceiro mandato do grupo do deputado federal Luciano Azevedo. Todos passaram pelo Executivo, portanto serão cobrados por isso e terão que avançar nas propostas.