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Beneficiários do Bolsa Família precisam manter filhos na escola com frequência mínima para evitar bloqueios, alerta secretário

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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A Caixa Econômica Federal pagou nesta quinta-feira (30) a parcela do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. Essa é a primeira parcela com o adicional de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos. O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 669,93. No entanto, em Passo Fundo há pessoas que poderão ter o benefício do antigo Auxilio Brasil bloqueado por situações envolvendo o ensino de alunos.

De acordo com o secretário de Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, atualmente 380 famílias do Cadastro Único estão em situação de advertência, 214 família com bloqueio e 63 com suspensão de valores de benefícios por conta de condicionalidades da educação em Passo Fundo. O secretário explica que na advertência a família não deixa de receber o benefício, mas é informada que há inconsistências. No bloqueio, o benefício fica retido por um mês, até que a criança volte para a escola. Neste caso, a família pode sacar o valor no mês seguinte, após a regularização da frequência escolar. E na suspensão, a família deixa de participar do programa e não recebe mais o benefício.

Spinelli frisa que não é a prefeitura que define quem recebe ou deixa de receber o Bolsa Família, mas sim o Governo Federal. O município apenas repassa os dados dos cadastrados na cidade e faz o trabalho de alertar as famílias que não estão cumprindo os requisitos para receber os valores. O secretário ressalta que a frequência escolar mínima é de 75% para continuar no programa social. Desse modo, o governo corta o benefício das famílias em que as crianças e adolescentes não vão a escola neste período mínimo.

Nos casos de bloqueio, o secretário explica que a primeira medida é a criança e o adolescente voltar a escola e frequentar as aulas. Após isso, os beneficiários devem ir até um CRAS e atualizar o cadastro para voltar a receber o Bolsa Família. Saul Spinelli lembra ainda que a frequência escolar é apenas uma das condicionantes para as famílias receberem o benefício, mas existem outros.

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