Atire-me aos lobos e eu voltarei liderando a alcateia
Toda mulher possui um lado selvagem capaz de farejar, intuir, caçar, proteger, amar, ensinar e curar. Desperte essa força que há em você e resgate o seu lado selvagem (Rana Vitória).
O arquétipo da mulher selvagem nos dá o dom de dispor de uma observadora interna vigilante, sábia, visionária, inspiradora, instintiva, criadora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula. Aproximar-se da mulher selvagem que habita em nós não significa desestruturar-se, agir sem racionalidade, como louca ou descontrolada. Não significa perder a sociabilidade ou tornar-se menos humana. Significa exatamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade por viver uma vida mais natural, de encontro com a sua essência. Sem medo de ser. Representa a origem do feminino saudável. Representa o contato com a natureza instintiva tanto do mundo visível quanto do oculto.
Quando as mulheres estão com a sua Mulher selvagem elas entram em contato com tudo que a mulher precisa ser e saber. Ela carrega consigo histórias, sonhos, palavras, canções, signos e símbolos. Um turbilhão de criatividade, de paixão e conhecimentos atemporais, ancestrais que, às vezes, a própria sociedade nos faz esquecer na tentativa de “nos domesticar”. Ela é forte e Ser forte não significa exercitar os músculos. Significa encontrar seu próprio brilho sem fugir, vivendo ativamente com a natureza selvagem de uma maneira própria. Significa ser capaz de aprender, ser capaz de defender o que sabemos. Significa se manter e viver. Ela é tanto o veículo quanto o destino. Ela descobre que suas células contêm todos os instintos e conhecimentos necessários para sua vida e aprende a acessar isso (Clarissa Pinkola).
Se cada mulher ouvisse com atenção seu próprio canto secreto – não apenas com os ouvidos, mas com os olhos (todos os três), o ventre, os seios, o coração, o espírito e a alma – descobriria um poder que carrega dentro de si desde antes do início dos tempos (Laurie Cabot).
Por: @ranavitoria