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Ás vezes a tristeza se torna a força da vida

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Às vezes, a tristeza se torna a força da vida.
Não porque a dor seja nobre, nem porque sofrer nos faça melhores, mas porque há coisas que só aprendemos quando algo dentro de nós se rompe
e nos obriga a olhar para o que sempre evitamos.

A tristeza é aquela visita silenciosa que chega sem pedir permissão, senta ao seu lado e desmonta tudo o que você tentou manter de pé na força do costume.
Ela desmonta, mas não destrói.
Ela revela.

É no fundo do poço que você descobre que havia camadas em você que nunca foram tocadas.
É na perda que você entende o valor do que ficou.
É no vazio que nasce a fome de um recomeço verdadeiro.

A tristeza não é um fim: é um marco.
Um portal.
Um chamado para dentro.

Ela te mostra o que precisa ser solto, o que precisa ser curado, o que precisa morrer para que você, finalmente, viva.

Só quem já desabou sabe a beleza de levantar diferente. Só quem já chorou no escuro entende a força de enxergar luz em qualquer fresta.
Só quem já foi quebrado por dentro aprende a tocar o mundo com mais delicadeza.

A tristeza, quando acolhida, não te enfraquece, te aprofunda, te humaniza e te transforma.

E um dia, quando você olha para trás, não agradece pela dor, mas pelo que ela despertou em você.

Porque há forças que só nascem do que dói.
E, paradoxalmente, é essa dor que, muitas vezes,
te devolve para a vida com uma verdade que nunca teria chegado de outro jeito.


Por @despertarodivino

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