“Ah, mas você é ignorante”… Cavalo que não dá coice o povo monta em cima e ainda maltrata!
Pagamos um preço alto quando tentamos agradar a todos.
Uma das motivações para agirmos dessa forma é o medo de “estar sozinhos”, cercados ou não de pessoas. Ou seja, estamos falando do medo da solidão mesmo estando acompanhados, uma solidão que aparece apesar do antídoto: a nossa própria companhia.
A companhia nasce dos nossos medos e desejos. As relações sociais são básicas e se transformam em um tesouro quando são de qualidade e favorecem a intimidade.
Todos nós queremos estar cercados por pessoas com uma escala de valores semelhante a nossa. Dessa forma, a pior coisa que pode acontecer conosco é viver em um ambiente não escolhido pelos nossos desejos, mas pelos nossos medos.
Existem muitos relacionamentos que surgem do medo, quando na realidade os mais satisfatórios são aqueles que são criados e mantidos pelo desejo incondicional de estar com a outra pessoa.
O MEDO DA SOLIDÃO, O MEDO DO TÉDIO OU A NECESSIDADE DE ESTARMOS ACOMPANHADOS, NOS LEVA A ACEITAR ALGUMAS CONDIÇÕES INACEITÁVEIS, E ISSO ACONTECE, QUANDO TENTAMOS AGRADAR A TODOS.
Pense um pouco: quantas vezes aceitamos convites que não queríamos, ouvimos desaforos de outra pessoa sem revidar ou nos sentimos angustiados com o telefonema de alguém amado?
Quantas vezes tentamos agradar a todos, mesmo em detrimento de nós mesmos?
Saber dizer “não” representa um risco: a possibilidade de colecionar “caras feias” no início, mas a longo prazo, fortalece os nossos relacionamentos.
Superar o medo de não ter que agradar a todos nos torna imensamente livres, sozinhos ou acompanhados.