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Advogado da família de Bernardo confirma na Rádio Uirapuru a participação do pai do menino no crime

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Na manhã de ontem, durante a programação da Rádio Uirapuru, um antigo caso ocorrido em Lajes, Santa Catarina, mas envolvendo pessoas de Passo Fundo, foi recordado pela semelhança com a tragédia que resultou no assassinato do menino de 11 anos, Bernardo Uglione Boldrini. Há cerca de 30 anos, o radialista Paulo Freitas e sua mulher, mataram a filha da mesma, de cerca de 7 anos, para obter a herança da menina. Na sequência, em entrevista exclusiva, o advogado da família Uglione, Dr. Marlon Adriano Taborda, concordou que um dos motivos que levaram aos dois crimes, era o mesmo: a ganância./ Registrando, no entanto, que no caso específico da morte de Bernardo, motivos psicológicos se unem ao interesse econômico./ Questionado sobre a participação, efetiva, do pai do menino, o médico Leandro Boldrini, bem como da madrasta, a enfermeira Graciele Boldrini e da amiga, a assistente social Edilvânia Wirganovicz, ele ressalta, emocionado, que teve acesso a informações sigilosas, a respeito da cronologia do crime e assim ficou convencido da participação efetiva dos três suspeitos.

O advogado frisou que a conduta dos criminosos foi a de quem achou, até o último momento, que sairia impune. E que o desrespeito ao menino e sua mãe, Odilaine, existe desde a época em que Leandro ainda era casado com ela e já mantinha uma relação, extraconjugal, com Graciele. Ficando claro nas investigações realizadas por ele, que todos os bens do casal foram obtidos com a colaboração e parceria da mãe de Bernardo. Taborda avalia, ainda, a possibilidade de um seguro de vida ter sido mais um fator motivador do crime bárbaro. Revelando que a perícia deve estar concluída até o dia 15 de maio, mas que novas evidências apresentadas por ele, podem alterar os rumos do caso.

Encerrando, o advogado não acredita que o depoimento de Edilvânia seja invalidado./ Ressaltando que essa é uma tentativa desesperada da defesa de tumultuar o processo. Quanto à avó, o advogado informa que ela está lúcida, mas continua internada em UTI Coronária de um hospital de Santa Maria.

 

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