A transição é necessária. A dúvida é como ela será
O vice-presidente da República eleito, Geraldo Alckmin, é cotado para coordenar a equipe de transição de governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. A se confirmar, a escolha recai a uma figura política conhecida com raízes no centro. O que neste momento, dizem especialistas, seria o ideal para o distensionamento natural do pós-eleitoral.
A transição de um governo para outro, considerada a “passagem de bastão”, representa a mudança de comando político e administrativo, de modo a assegurar, que toda a sociedade continue sendo beneficiada.
O Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (CEPAM), de São Paulo, define que a transição é a passagem ordenada de poder, sem perda do ritmo, da continuidade e do comando da ação governamental, em que as administrações que se sucedem demonstram ser capazes de se organizar em relação ao interesse público”.
Na prática, representa que o atual representante deve fornecer ao que vai assumir todo o acesso às informações para que uma nova gestão assuma.
É um ato indispensável, democrático e necessário. A transição entre o governo de Bolsonaro e o governo eleito de Lula deve acontecer por força da lei. Como será, é a grande dúvida.