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A rosa que murchou por orgulho

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Era uma vez uma rosa vermelha, deslumbrante, que sabia ser a mais bela do jardim.
Seus tons vibravam, suas pétalas exalavam encanto, e sua presença era inegável.
Mas, com o tempo, ela percebeu algo estranho: ninguém se aproximava para vê-la de perto.

Confusa, notou que ao seu lado vivia um sapo grande, escuro, quieto.
A rosa então concluiu que sua presença afastava os olhares.
Sem pensar duas vezes, pediu que ele fosse embora.
O sapo, sereno, apenas respondeu:
– Se é isso que deseja, eu irei.

Dias se passaram.
O jardim seguia, mas a rosa já não era a mesma.
Suas pétalas murchavam, as folhas caíam, sua beleza se esvaía em silêncio.

Até que o sapo, em uma de suas andanças, retornou.
Surpreso ao vê-la quase irreconhecível, perguntou:
– O que aconteceu com você?

A rosa, entristecida, respondeu:
– Desde que você partiu, as formigas começaram a me devorar. Sem sua presença, não consegui mais me proteger.

O sapo então sorriu com doçura:
– Quando eu estava aqui, comia as formigas que você não via.
Não era só a sua beleza que encantava o jardim.
Era a harmonia entre o que se via… e o que se protegia em silêncio.

Moral:
Nem tudo que parece simples é insignificante.
Nem todo apoio vem com aplausos.
Há presenças que nos sustentam mesmo quando não percebemos.
Desprezar o outro por sua aparência ou por não “parecer útil” é fechar os olhos para a sabedoria da convivência.

No jardim da vida, cada ser cumpre um papel sagrado.
E os que parecem menores… às vezes são os que mais nos salvam.

 

Por  @diarioespirita1

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