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A relação entre segurança, saúde e educação

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Ninguém tem dúvidas quanto a importância de cada tema citado no título que inaugura essa coluna. Agora, qual delas tem mais importância para a vida do cidadão comum?
Quando falo em cidadão comum, falo daqueles que não tem um plano de saúde, que lutam por vagas em creche para deixar os seus filhos, que não possuem veículo blindado ou monitoramento eletrônico em casa.
Certamente, alguns dirão sem exitar que trata-se da saúde, outros encherão a boca para dizer que o tema mais importante é a educação, por que assim como garantia Brizola “a educação é o único caminho para emancipar o homem”.

 

A pergunta que não quer calar

É possível prover saúde e educação ao cidadão comum se não houver segurança?
Registros policiais onde escolas e postos de saúde são invadidos por criminosos em Passo Fundo são mais conhecidos que parteira de campanha. E para que a análise possa ser feita de maneira mais ampla, precisamos sair de nossa aldeia e espraiar nossos horizontes.
Como prover educação aos jovens em locais conflagrados pelo crime, onde escolas com frequência são fechadas devido aos confrontos entre bandidos?
Como oferecer saúde à população em locais onde médicos e enfermeiros são agredidos, ameaçados e mortos em seus locais de trabalho?

A solução imediata

Investimento em segurança pública é primordial para que outras questões possam ser ofertadas a população, e atualmente não podemos falar em segurança se não falarmos em criação de novas vagas em presídios.

A situação do PRPF

A situação do Presídio Regional de Passo Fundo é caótica. Presos amontoados em celas minúsculas, estrutura precária e a beira de um colapso. Drogas e celulares arremessados diariamente para dentro da casa prisional. Parte é interceptado pelos valorosos agentes da Susepe que, em sua maioria, se desdobram para realizar o milagre diário de manter a cadeia em pé.
Pensar em ressocialização nessas condições é utopia. Porém ressocialização é um segundo passo. Primeiro os governantes precisam pensar em segregar criminosos contumazes da sociedade. Dar liberdade ao cidadão de bem que se encontra preso em casa enquanto o bandido está nas ruas cometendo crimes.

O prende e solta

Frequentemente as fotos e nomes se repetem nos boletins de ocorrência, uma vez que o cometimento de atos ilícitos expõe a realidade nua e crua: o preso de ontem, já está na rua cometendo novos crimes hoje.
Além da criação de novas vagas em presídios uma reforma nas leis penais, processuais penais e da própria lei de execuções penais que são da década de 40 se fazem necessária e de forma urgente.

O engodo das novas viaturas distribuídas pelo governo

Quando se fala em investimentos em segurança pública, a sociedade deve exigir investimentos reais. Atualmente a população é ludibriada com migalhas distribuídas onde os contatos políticos são mais fortes.
O recente engodo diz respeito a viaturas entregues a diversas cidades do Estado. Enquanto municípios recebem novos veículos, outros tantos estão parados em Porto Alegre servindo de cadeia para bandido. Será que são viaturas a nossa maior necessidade, ou mão de obra humana para ampliar a presença policial nas ruas elucidando e prevenindo o crime?

 

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