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A borboleta não insiste onde há tempestade

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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A borboleta não insiste onde há tempestade.
Ela não briga com o vento, não implora por abrigo em galhos que a rejeitam.
Ela simplesmente segue… até encontrar paz.

Há uma sabedoria delicada em suas asas.

Ela já foi casulo.
Já conheceu o escuro, o silêncio, a espera.
Já precisou confiar no invisível antes de descobrir que podia voar.
E talvez seja por isso que hoje ela escolhe com cuidado onde pousar.

Assim também deve ser o seu espírito.

Nem todo lugar merece sua presença.
Nem toda companhia merece sua energia.
Nem todo ambiente é solo fértil para sua alma.

Aprenda com a borboleta:
se o lugar rouba sua luz, voe.
Se a palavra pesa mais do que acolhe, voe.
Se o coração se contrai em vez de se expandir, voe.

Paz não é luxo é necessidade.
É o chão invisível onde a alma descansa.
É a janela aberta por onde entra a luz da manhã.
É o espaço onde você pode ser inteiro, sem máscaras, sem medo.

Seu espírito não nasceu para sobreviver em guerra constante.
Ele nasceu para florescer.

E flores só se abrem onde há cuidado.
Só permanecem onde há harmonia.
Só exalam perfume onde há serenidade.

Que você tenha coragem de sair dos lugares que ferem, sabedoria para reconhecer onde há paz
e leveza para pousar apenas onde seu coração se sente em casa.

Porque quando a alma encontra seu abrigo,
até o voo se torna oração. 


Por @despertarodivino

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