Colheita da soja chega a 45% no estado, mas produtividade fica abaixo da média nacional de 62 sacas
A colheita da soja avança no Rio Grande do Sul em meio a um cenário marcado pela irregularidade climática e forte variação na produtividade das lavouras. Após um início mais lento que o registrado no ano passado, os trabalhos no campo começam a ganhar ritmo, mas ainda refletem diretamente os efeitos das chuvas mal distribuídas ao longo de todo o ciclo da cultura. Esse contexto tem gerado diferenças expressivas entre regiões e até mesmo entre áreas próximas, impactando o desempenho final da safra.
O tema foi destaque no programa Cotações e Mercado deste domingo (05), que reuniu análises sobre o andamento da colheita e os reflexos do clima no campo. De acordo com Luciano Remor, engenheiro agrônomo, cerca de 45% da área plantada com soja já foi colhida no estado, porém em um ritmo mais lento em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que os trabalhos se estendam até o final de abril ou início de maio.
Conforme Klein, a produtividade média apresentou evolução ao longo do avanço da colheita, passando de aproximadamente 52 sacas por hectare nas primeiras áreas para cerca de 68 sacas por hectare neste momento. Mesmo assim, os números ainda evidenciam grande desigualdade entre regiões, resultado direto da irregularidade das chuvas. Em áreas que receberam melhores volumes, como em Passo Fundo, a produtividade média varia entre 76 e 78 sacas por hectare.
Por outro lado, regiões mais afetadas pela falta de chuva registram índices bem inferiores, puxando a média estadual para baixo. A estimativa é de que o Rio Grande do Sul encerre a safra com cerca de 48 sacas por hectare, abaixo da média nacional projetada em 62 sacas. Mesmo com o Brasil caminhando para uma safra histórica, o desempenho gaúcho segue comprometido pelas condições climáticas, reforçando o impacto direto do clima sobre a produtividade e os resultados no campo.