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Saúde

Cirurgia Robótica ganha importância e relevância no Hospital São Vicente de Paulo com a aquisição do Versius

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Um recente aquisição feita pela direção do Hospital São Vicente de Paulo está revolucionando a medicina passo-fundense. Há menos de um mês chegou em Passo Fundo o robô Versius, construído em Cambridge, Inglaterra, representando a vanguarda da tecnologia que está sendo aplicada na medicina mundial, com a ideia de utilização em área de guerra, mas com vantagens que levaram a plataforma para os grandes hospitais. Para se ter uma ideia, este é apenas o sexto robô Versius trazido para o Brasil e primeiro adquirido por um hospital no Interior do Rio Grande do Sul. Desde então, vem sendo utilizado em cirurgias, com sucesso imediato.

Para falar sobre o tema, a Rádio Uirapuru recebeu em seus estúdios o doutor Adroaldo Mallmann, neurologista, neurocirurgião e Diretor Técnico do Hospital São Vicente de Paulo, acompanhado do doutor Milton Bérgamo, coloproctologista, cirurgião e presidente do Comitê Médico de Robótica do Hospital São Vicente de Paulo.

Conforme Adroaldo Mallmann, o robô é móvel, podendo ser utilizado em diversas salas dentro do hospital, facilitando o dia a dia também fora do horário, quando os médicos podem treinar no equipamento, melhorando o resultado das cirurgias. Entretanto, o diretor técnico do Hospital São Vicente de Paulo pontua que o robô não atua sozinho, dependendo do trabalho de um médico cirurgião devidamente treinado.

Quanto aos procedimentos, Milton Bérgamo contou que a primeira cirurgia com o robô já trouxe a sensação de modernidade para a área cirúrgica. Entre as facilidades criadas, o doutor Bérgamo salienta que a plataforma permite a utilização de pinças pequenas dentro da cavidade abdominal e torácica do paciente, criando movimentos que habitualmente o cirurgião não consegue.

Isso causa menos trauma ao paciente e se mostra muito boa solução em alguns procedimentos, como cirurgias de próstata, câncer de intestino, bariátrica e hérnias, por exemplo. Mas, para isso, o cirurgião precisa passar por treinamento, bem como toda a equipe de engenharia clínica, enfermagem, auxiliares de enfermagem e anestesistas. Na visão de Milton Bérgamo, vai existir uma crescente nas cirurgias robóticas a partir da utilização do Versius.