Chikungunya: com uma morte registrada e emergência declarada, Carazinho terá fumacê aéreo
A cidade de Carazinho, localizada a pouco mais de 40 km de Passo Fundo, está em emergência de saúde devido a um surto de casos de Chikungunya. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.
O prefeito de Carazinho, João Pedro de Azevedo, anunciou na manhã de sexta-feira (4) a confirmação do primeiro óbito causado pela doença no município. A vítima, um idoso com comorbidades, faleceu no mês passado, e o diagnóstico foi confirmado recentemente por meio de exame laboratorial.
Durante uma coletiva, o prefeito destacou que, devido ao aumento expressivo no número de casos registrados na cidade, que já soma 100 confirmações e 86 casos em análise, a situação se tornou preocupante. Ele afirmou que a doença não é comum na cidade e que, por ser uma novidade para o sistema de saúde, a situação causou grande preocupação devido à sua dimensão.
O primeiro caso foi detectado em janeiro, em Carazinho, e desde então a situação se agravou, apesar dos esforços para combater o mosquito transmissor. O prefeito também afirmou que a ajuda do Estado foi solicitada, e o governo estadual já enviou equipamentos e veículos para pulverizar veneno contra o mosquito nos bairros de maior incidência.
Agora, com o decreto de emergência expedido, está sendo articulada uma pulverização aérea na cidade, que abrangerá mais áreas para combater o mosquito transmissor.
O fumacê aéreo é uma técnica usada para combater a proliferação de mosquitos transmissores de doenças, como a dengue, zika e chikungunya, por meio da pulverização de inseticidas a partir de aeronaves. Esse tipo de fumos ou vapores químicos é liberado do ar sobre áreas específicas, geralmente durante surtos ou epidemias, para alcançar locais de difícil acesso, como bairros densamente povoados, áreas de vegetação ou terrenos baldios, onde os mosquitos costumam se proliferar.