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Polícia

Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragidos e um julgamento

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragido e um julgamento
Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragido e um julgamento
Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragido e um julgamento
Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragido e um julgamento
Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragido e um julgamento

No próximo dia 19, a chacina que ocorreu no Bairro Cohab I completa dois anos. Como está o andamento do processo desse que foi um dos crimes mais cruéis de Passo Fundo?

A fria noite de maio de 2020 ficou marcada por um triplo assassinato: Dienefer Padia, 26 anos, seu cunhado, Alessandro dos Santos, 34, e a filha dele Ketlin Padia dos Santos de 15 anos de idade foram executados asfixiado dentro da residência. O fato aconteceu na rua Ernesto Ferron.

No momento do crime haviam seis pessoas na casa. As três que foram mortas e mais três crianças, filhas de Diênifer. Na residência dos fundos, estava a esposa de Alessandro. Segundo relatos, uma das crianças, de 6 anos, foi quem saiu da casa, avisou os vizinhos e pediu ajuda.

O QUE MOTIVOU A CHACINA?

Conforme a Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Passo Fundo (DHPP), Dienifer trabalhou em uma propriedade rural, em Casca, e teve uma relação extraconjugal com seu patrão, Eleandro Roso que é casado. Na relação, Dienifer engravidou do homem, porém escondeu que estava grávida.

No momento em que mulher de Eleandro, Fernanda Rizzotto, teve conhecimento do relacionamento, Dienifer foi expulsa do trabalho, onde ela também residia, e retornou para Passo Fundo. A esposa do patrão só teve conhecimento que o filho da empregada era de seu marido, após o nascimento da criança.

Ao retornar para Passo Fundo, primeiramente, Dienifer foi morar no Bairro Cruzeiro. Ali, ela começou a receber ameaças. No início do ano recebeu, em casa, uma caixa com uma boneca mutilada.

De acordo com a polícia, Eleandro passou a ser extorquido pela ex-funcionária. A casa no Bairro Cohab foi comprada pelo homem para usufruto da criança.

Chacina da Cohab: dois anos, dois presos, dois foragido e um julgamento

Foto da casa onde ocorreu o crime: João Victor Lopes

DECIDIRAM MATAR

A investigação apontou que Eleandro, Fernanda e o irmão dela, Claudiomir Rizzotto resolveram tirar a vida de Dienifer por estar extorquindo seu ex-patrão.

Há alguns anos, Claudiomir trabalhou em um posto de combustíveis, onde conheceu Luciano Costa dos Santos (Costinha), que fazia a segurança do estabelecimento. Costinha, que foi expulso da Brigada Militar, recebeu a proposta para cometer o crime.

Na época do fato, o ex-pm, com passagens pela polícia, possuía uma empresa de segurança. Costinha terceirizou o trabalho, contratando dois homens para matar Dienifer.

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Costinha

PLANEJAMENTO DO CRIME

Monalisa Kich Anunciação, mulher do ex-pm, que terceirizou o trabalho, comprou um celular de Dienefer via internet. Acompanhada de um taxista ela foi até a residência, buscou o aparelho e fez fotos da parte interna e externa da casa.

Dienifer fez um novo anúncio na internet, dessa vez, estava vendendo uma estante. A venda não foi realizada. Os supostos compradores foram até a residência na noite de 19/05/2020 e cometeram a chacina.

A polícia destacou que o alvo era apenas Dienifer, e que sua sobrinha e cunhado estavam no “lugar errado e na hora errada”. Todos foram asfixiados e mortos com lacres “engasga gato”.

INDICIADOS

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Eleandro sendo preso pela DHPP- Foto: João Victor Lopes

Cinco pessoas foram indiciados pelas mortes. Foram eles, Eleandro, Fernanda Rizzotto e Claudiomir Rizzotto, mulher e cunhado de Roso, além do ex-policial militar Luciano Costa dos Santos e Monalisa Kich Anunciação.

Atualmente, apenas duas pessoas estão presas: Luciano Costa dos Santos e Eleandro Roso. Monalisa não teve prisão decretada e responde o processo em liberdade. Os irmãos, Fernanda e Claudiomir estão foragidos desde a elucidação do caso, quando tiveram suas prisões decretadas.

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Irmãos foragidos

JULGAMENTO COM DATA MARCADA

Está marcado para o dia 23 de Junho o julgamento de Eleandro Roso. Ele não recorreu a sentença de pronuncia do juiz de Passo Fundo e será levado a júri popular. Luciano e Monalisa recorreram e aguardam recurso para descobrir se será ou não mantida a pronuncia deles ao tribunal do júri.

O processo dos irmãos Fernanda e Claudiomir está parado por eles estarem foragidos. Juri só será marcado após a localização dos dois.

ADVOGADO DAS VÍTIMAS

O repórter Bruno Reinehr conversou, nesse fim de semana, com o advogado criminalista Gustavo da Luz, que atua na defesa da família das vítimas.

Questionado sobre a expectativa do julgamento, o defensor destacou que espera que a comunidade de Passo Fundo faça Justiça e condene Eleandro Roso pela responsabilidade do ocorrido. Gustavo destacou o trabalho da Polícia Civil pela investigação e ressaltou que o ótimo trabalho dos policiais investigadores comprovou sem dúvida nenhuma que Roso é um dos responsáveis pelo ocorrido.

A reportagem policial da Rádio Uirapuru segue acompanhando o desenrolar da ocorrência. Qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Fernanda Rizzotto e Claudiomir Rizzotto pode ser repassada para a polícia ou até mesmo para a Radio Uirapuru pelo Whats 54 9.9162-7743.