Chacina Bairro Cohab: defesa de homem apontado como mandante diz que ele não é culpado pelo crime
Nas próximas semanas, completará dois anos de um dos crimes mais brutais de Passo Fundo, a chacina no Bairro Cohab I. Dienefer Pádia, Alessandro dos Santos e ketlin Pádia foram mortos asfixiados com engasga gato na casa onde residiam.
Está marcado para o dia 23 de Junho o julgamento de Eleandro Roso. Ele não recorreu a sentença de pronuncia do juiz de Passo Fundo e será levado a júri popular. A investigação da polícia apurou que Dienifer trabalhou em uma propriedade rural, em Casca, e teve uma relação extraconjugal com seu patrão, Eleandro, que é casado. Na relação, Dienifer engravidou do homem, porém escondeu que estava grávida e depois teria iniciado chantagens contra o ex-chefe.
Através dessas informações, a Polícia Civil concluiu que Eleandro, a esposa dele e o cunhado planejaram matar a ex-funcionária.
Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime: O ex-patrão de Dienefer, a mulher dele Fernanda Rizzotto, e o irmão dela Claudiomir Rizzotto que foram apontados como mandantes. Ainda, Luciano Costa dos Santos, ex-pm e a mulher dele, Monalisa Kich Anunciação que foram contratados para matar. Os irmãos estão foragidos e a mulher do ex-pm responde em liberdade.
A reportagem policial da Rádio Uirapuru conversou com a defesa da família das vítimas e também do ex-patrão de Dienefer, que está preso. Por um lado, a defesa da família diz que Eleandro é sim um dos culpados, no outro, o advogado de Eleandro destaca que o homem é inocente.
O Julgamento está marcado para as 8h do dia 23 de Junho, no Fórum de Passo Fundo. A comunidade e a família esperam por respostas.
O advogado de defesa da família das vítimas, Gustavo da Luz falou à Uirapuru e disse que espera a condenação de Eleandro:
A Rádio Uirapuru também conversou com o advogado de Eleandro, que irá a julgamento, Ezequiel Vetoretti. O defensor do acusado destacou que seu cliente é inocente e que provará isso em plenário.