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Economia

Cesta básica passo-fundense deve seguir em alta e poderá custar mais de R$ 1.400 no final do ano

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
o economista e professor de Economia, Julcemar Zili
o economista e professor de Economia, Julcemar Zili

O custo dos produtos que compõe a cesta básica apresentou uma alta 1,89% no mês de janeiro de 2021, quando comparado com os preços médios praticados no mês de dezembro de 2020, em Passo Fundo.

No mês de dezembro, foram necessários R$ 1.108,61 para a aquisição da cesta, ao passo que em janeiro o custo foi de R$ 1.129,59, o que representa uma alta de R$ 20,98 por cesta.

Dos produtos pesquisados, entre os dez itens que obtiveram maior alta de preços, oito são pertencentes ao grupo da alimentação e dois ao grupo da higiene pessoal.

Os produtos que acumularam maiores altas de preços no mês foram: shampoo, iogurte, e absorvente com preços majorados em 35,18%, 31,60% e 28,88%, respectivamente. Ao passo que os produtos de maior queda foram: lâmina de barbear, mamão e maçã com preços reduzidos em 37,57%, 30,72% e 10,10%, respectivamente.

Em entrevista à Uirapuru, o economista e professor de Economia, Julcemar Zili, esclareceu que a alta de mais de R$ 20,00 é devido o aumento na demanda. As pessoas voltaram a consumir mais produtos, e a demanda não está sendo suportada pela indústria, que por sua vez ainda está prejudicada pela falta de matéria-prima e mão de obra ocasionada pela pandemia. Nesse sentido, falta produto no mercado e o preço acaba elevando, ou seja, a lei da oferta e da procura.

Zilli explicou que a projeção para os próximos meses é de elevação nos preços até o momento onde a safra começar entrar no mercado. Em um ano a cesta básica aumentou cerca de 27%, com valor atual de R$ 1.129,00.

O economista explica que se for aplicado esses 27% no valor da cesta deste ano, em dezembro a cesta básica poderá custar R$ 1.433,00 ao consumidor final. Porém tudo dependerá de como estará o cenário no final do ano, salienta o economista.

Ouça a entrevista com o economista e professor de Economia, Julcemar Zili: