Cesa: presidente não descarta doação de área para município
Situada num local privilegiado, a unidade da Companhia Estadual de Silos e Armazéns – Cesa de Passo Fundo está desativada há mais de três anos. A área, com 24 mil metros quadrados, avaliada em 21 milhões de reais foi a leilão em 2013, mas não teve compradores. Apesar da nova gestão da Cesa ter como objetivo reativar as unidades que tenham capacidade para armazenamento e secagem de grãos, a situação no município é diferente. Por estar localizada na Avenida Brasil e dentro da cidade, questões como o trânsito, Meio Ambiente e a precariedade em que se encontra a estrutura, impedem que a unidade volte a funcionar.
O diretor-presidente da Cesa, Carlos Vanderley Kercher, nomeado em janeiro deste ano, afirmou que a Companhia está aberta ao diálogo e prioriza o município para a utilização do local. Questionado sobre a possibilidade de doação, ele não descartou a possibilidade. “Tudo é possível. Dentro de regras e de acordo com a lei. Depende muito do interesse de cada setor. Se a administração pública tiver uma opção, nós vamos avaliar e, se for possível, vamos nos adaptar, seja através de lei ou concessão. Estamos recebendo todas as propostas e, de antemão, buscando agilizar o processo, seja numa concessão, doação, venda ou parceria”, respondeu.
O Prefeito Luciano Azevedo assegurou que tem interesse na área e está disposto a retomar o assunto já tratado em outras oportunidades. “A Prefeitura tem interesse, se houver doação. É um patrimônio público que poderia ser perfeitamente destinado ao Município. É uma área com características e tamanho privilegiados. Teria que se fazer uma discussão com a comunidade, para implantar, no local, equipamentos públicos que tenham utilidade”, disse.
Apesar da disponibilidade para o diálogo das duas partes, ainda não houve tratativas sobre o assunto. Com uma viagem programada a Passo Fundo no próximo mês, Carlos Vanderley Kercher garantiu que irá agendar uma reunião com o prefeito. “Vamos buscar, primeiro, ouvir a administração municipal. Vamos esgotar todos os assuntos com o município. Se houver interesse, temos um bom caminho andado. Se não houver, vamos ter que buscar outros interessados”, completou.
Abandono
Enquanto não há definição sobre o futuro do local, a comunidade reclama da sujeira, falta de iluminação e verdadeira situação de abandono. O presidente da Cesa visitou a unidade há 20 dias e afirmou que dentro de, no máximo, um mês, área vai receber limpeza. “Temos hoje lá uma vigilância 24h para não acontecer mais invasões e roubos. Estamos fazendo um planejamento para que, no próximo mês, seja feita pelo menos a limpeza e o cercamento da parte que não esta mais fechada, dando um visual mais adequando e não essa situação de abandono. Mesmo não estando em funcionamento, queremos deixar a Cesa bonita, limpa, numa situação apresentável principalmente, por estar dentro da cidade”, prometeu ele.