Cerealista garante que furacão Ida não vai impactar no mercado agrícola mundial
No último domingo (29) o furacão Ida atingiu o solo americano na cidade de Nova Orleans, no estado de Louisiana. Os ventos chegaram a 240 km/h e deixou ruas inundadas e milhares de pessoas sem energia elétrica. Especialistas estavam apreensivos, temendo que a tempestade pudesse destruir os portos da cidade, alguns dos mais importantes do país, e impactar no mercado agrícola e petroquímico mundial.
A região não apenas abriga dezenas de plantas petroquímicas importantes e é atravessada por dutos importantes, mas também possui três dos quinze maiores portos dos Estados Unidos: o maior porto de carga a granel do mundo, o Porto da Louisiana do Sul, que fica ao longo de um trecho de 54 milhas do rio Mississippi; o maior porto de exportação de grãos do país, o Porto de New Orleans; e o Porto da Grande Baton Rouge, o décimo maior porto do país. Os três portos movimentam juntos de 55 a 70% de todas as exportações de grãos dos Estados Unidos para o mundo.
Uma devastação na área poderia atrapalhar a entrada e saída de grãos e fertilizantes, podendo causar desabastecimento e aumento de preços. No entanto, conforme o cerealista Emeri Tonial, a situação não causa preocupação no mercado internacional. Tonial explica que países que são frequentemente atingidos por desastres naturais estão preparados e possuem planos B para evitar que um problema como esse afete a economia e as estruturas.
De acordo com o cerealista, Nova Orleans já foi atingida pelo furacão Katrina no passado e viu suas estruturas serem destruídas. Desse modo, ao reconstruir os espaços, já se preveniu para enfrentar novos furacões. Conforme Tonial, o furacão não causou muitos estragos nos portos de Nova Orleans e durante os temporais o escoamento de produtos foi distribuído entre outros portos do país.