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Geral

Cerca de 400 famílias podem ter o Bolsa Família cortado em Passo Fundo por não cumprir condicionalidades

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Beneficiários do Bolsa Família precisam manter filhos na escola com frequência mínima para evitar bloqueios, alerta secretário
Beneficiários do Bolsa Família precisam manter filhos na escola com frequência mínima para evitar bloqueios, alerta secretário

Desde o mês passado, o Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, vem revisando os dados de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família. No período, diversas irregularidades foram encontradas e a decisão é cortar o Bolsa Família nesses casos, somando mais de 1 milhão de pessoas no país.

Em Passo Fundo, a situação segue a mesma lógica. De acordo com o secretário de Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, é preciso fazer um alerta para que os beneficiários do Bolsa Família cumpram as condicionalidades. Ou seja, atualizem o Cadastro Único, mantenham a pesagem das mulheres grávidas e crianças, além de manter as crianças frequentando as escolas.

Ocorre que, de acordo com o cruzamento de dados entre as pastas de educação, saúde e assistência social, os dados tornam-se alarmantes. Conforme levantamento e reuniões semanais nos Cais e na coordenação do Bolsa Família, muitas famílias estão irregulares, especialmente na frequência das crianças na escola. Quando isso ocorre, afirma Spinelli, o benefício é cortado, via sistema a partir do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, em Brasília.

Estão na mira do corte em torno de 400 famílias em Passo Fundo, com real risco de bloqueio dos benefícios. Quando isso ocorre, o desbloqueio requer burocracia que leva até quatro meses. Saul Spinelli também salienta que em Passo Fundo, a questão da frequência escolar pode ser feita pelo Conselho Tutelar, mas o secretário salienta que existem mais de mil denúncias de violência sexual, de modo que a evasão escolar tem sido acompanhada pela Semcas, Secretaria de Educação e Coordenadoria de Educação.

Saul Spinelli explica que em caso de corte, a família fica sem a renda, mas a criança fica sem a escola. A frequência escolar, pontua Saul, é comprovada via sistema lincado nacionalmente.