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Economia

Cerca de 30% da população economicamente ativa está inadimplente em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Em elaboração desde o início do ano, o Programa Desenrola tem como objetivo aliviar a situação de pessoas endividadas. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida provisória (MP) que o estabelecerá será publicada ainda esta semana, com previsão de entrada em vigor em julho. O programa visa a renegociação de pequenas dívidas, mas com limite de participação para famílias com renda de até dois salários-mínimos e dívidas de até R$ 5 mil. No entanto, é válido questionar se essa medida pode realmente mudar o cenário da inadimplência em Passo Fundo.

Em entrevista na Uirapuru, o diretor do SCPC de Passo Fundo, Roberto Estivallet, expressou sua visão positiva sobre o programa, ressaltando a necessidade de definição de regras. Ele enfatiza a importância da adesão dos bancos e instituições financeiras para que os inadimplentes possam se beneficiar do programa e ter suas dívidas financiadas pelo governo.

O sucesso do programa, conforme Estivallet, dependerá da sua efetiva implementação, levando em consideração que, muitas vezes, o governo cria regras complexas e de difícil compreensão para o consumidor, dificultando o acesso dos que mais necessitam. Portanto, é crucial que o programa seja desburocratizado e acessível a todos.

Ele ainda destaca que aproximadamente 70 milhões de pessoas podem ser atingidas pelo programa, com dívidas contempladas desde R$ 100 até R$ 5 mil. Isso abrange uma grande parcela da população que, devido à inflação e falta de controle financeiro, não conseguiu quitar valores que, individualmente, não são tão altos. Essa iniciativa, que combina esforços entre a iniciativa privada e o governo, busca fornecer uma solução para a grande população inadimplente.

Em Passo Fundo, o diretor revela que cerca de 30% da população economicamente ativa enfrenta problemas de inadimplência, com a maioria tendo dívidas consideráveis. Esse cenário pode ser atribuído a momentos de descontrole financeiro e à falta de políticas que promovam a educação financeira e o gerenciamento adequado do orçamento pessoal. Portanto, ele ressalta que é fundamental reintegrar esses consumidores ao mercado, ao mesmo tempo em que o governo promove medidas para evitar uma nova inadimplência, garantindo que o programa não resulte em novas dívidas de pequenos valores para os participantes.