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Cidade

Cemitério destruído no interior de Passo Fundo precisava ser preservado e responsáveis podem ser punidos, afirma promotor

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Cemitério destruído no interior de Passo Fundo precisava ser preservado e responsáveis podem ser punidos, afirma promotor
Cemitério destruído no interior de Passo Fundo precisava ser preservado e responsáveis podem ser punidos, afirma promotor

A Uirapuru noticiou em primeira mão recentemente a denúncia de um morador de Passo Fundo sobre a destruição de um Cemitério localizado no interior na cidade. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o cemitério fica localizado na comunidade de São Miguel da Charqueada e teria mais de 150 anos de história. O espaço seria particular e o comunicante da ocorrência possuía diversos familiares sepultados no local.

Ainda, de acordo com o registro, a área onde ficava o cemitério foi vendida para um outro proprietário. O novo dono das terras teria utilizado uma draga para destruir o espaço e limpou a área para o plantio. Foi solicitado informações sobre o destino dos restos mortais sepultados no local, porém o proprietário do local não quis informar.

O Ministério Público de Passo Fundo já estava acompanhando e investigando o caso. Conforme o promotor de Justiça, Paulo Cirne, o MP iria solicitar a vistoria do local. Na semana passada, Policiais do Batalhão Ambiental da Brigada Militar constataram a destruição de vegetação rasteira, capins e arvoretas da espécie Vassoura e destruição do antigo Cemitério.

Os policiais constataram que foi realizada a limpeza do local e também encontraram vestígios de tijolos ,flores de plástico, tampas de concreto de sepulturas, uma cruz de concreto e lápides com fotos de pessoas. Conforme Cirne, pelas informações que o Ministério Público já tem, o impacto ambiental foi identificado, pois a vegetação no local foi destruída, no entanto ainda é aguardado a confirmação se ocorreram ou não danos de contaminação relacionados aos corpos que estavam enterrados.

Entretanto, o principal problema da destruição do cemitério é a violação das sepulturas. Cirne explica que não importa se a propriedade foi comercializada e o novo dono do imóvel não tem nada a ver com as sepulturas, o espaço precisa ser preservado, independe de qualquer coisa. Qualquer intervenção dependeria de uma autorização do poder público ou ajuste com os familiares das pessoas sepultadas no local. O promotor destaca que a investigação deve prosseguir e os responsáveis pela destruição do cemitério poderão ser punidos.