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Saúde

Casos de queimaduras por águas-vivas no litoral gaúcho estão acima da média, segundo bióloga

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O litoral do Rio Grande do Sul tem registrado números de queimaduras por águas-vivas que chamam a atenção dos bombeiros que participam da Operação Verão. Entre os dias 21 e 31 de dezembro foram 31,5 mil ocorrências. No mesmo período do ano passado foram 12.587, um aumento de 18.913 lesões por queimaduras. Chegou a faltar vinagre nas guaritas dos guarda-vidas para atender os banhistas.

Em entrevista na Uirapuru, a bióloga Bruna Santos da Silva disse que ainda não há explicação científica para o aumento de águas-vivas e que é uma boa oportunidade para os cientistas investigarem. Ela arrisca algumas possibilidades como o aumento da temperatura global que eleva também as temperaturas dos mares, além de mudanças nas correntes marítimas que poderiam aumentar a população de águas-vivas no litoral gaúcho.

Bruna também explica que o verão é o período de reprodução da água-viva e da caravela e que, no Brasil, o sul é a região com maior incidência. Além disso, as temperaturas acima da média no período levam mais pessoas ao litoral e quanto mais banhistas nas praias, maior a chance de contato e queimaduras.