Casos de dependentes químicos que moram nas ruas é preocupante
Diariamente ouvintes entram em contato com a Rádio Uirapuru para questionar como funciona a fiscalização de moradores de rua. De acordo com o coordenador do Núcleo de Abordagem do município, Mauro Antônio Correa Moreira, assim que a equipe recebe a denúncia da população ela vai até o local e identifica a pessoa. O núcleo aborda crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Além disso, também atende algumas famílias que usam espaços públicos como forma de moradia.
De acordo com Moreira, geralmente esses moradores de ruas são convidados a irem até os abrigos da prefeitura ou para casa. Porém, muitas vezes eles não aceitam a proposta. O coordenador explica que em alguns casos de resistência os agentes identificam a pessoa e encaminham a situação aos órgãos competentes, como Ministério Público, Conselho Tutelar, em caso de menores, ou para a equipe técnica em casas de acolhimento.
Quando o Núcleo de Abordagem é chamado para atender dependentes químicos, a equipe atende a ocorrência e encaminha para o CapsAD, onde é verificada a melhor forma para que a pessoa possa ser retirada da rua. Moreira destaca que, apesar da experiência de cinco anos trabalhando na área, através do albergue, ele se assusta com a demanda dos usuários de drogas em locais públicos.
Segundo registra, diariamente a equipe recebe cerca de cinco denúncias de pessoas vagando pelas ruas e que precisam de ajuda. A demanda maior de trabalho é no inverno, sendo que já foi solicitado o reforço na equipe, sendo que o atendimento funcionará 24h. Hoje, além do coordenador, o Núcleo de Abordagem conta com dois agentes e um carro cedido pela Semcas.