Skip to content

Polícia

Caso Rita: Após sete anos envolvidos na morte de comerciante vão para a cadeia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Os três envolvidos no sequestro e morte da comerciante Rita de Cássia Felipi, com 36 anos na época, foram presos na noite de sexta-feira, sete anos após o bárbaro crime, que chocou a comunidade de Passo Fundo. Darlan da Silva Borges, 38 anos, Cassius Henrique Menezes, 28 anos, e Diego Antônio Chagas, 24 anos, foram presos por agentes da Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas-Defrec.
As prisões somente foram divulgadas na manhã desta segunda-feira pelo titular da Defrec, delegado Adroaldo Schenkel. Segundo ele, as prisões foram possíveis, após a condenação definitiva dos três pelo Tribunal do Justiça do Estados. Os acusados foram condenados a 24 anos de reclusão em regime fechado. Um adolescente de 16 anos já havia cumprido medida sócio educativa no Case. 

Os três maiores haviam sido presos quatro meses após o crime, mas conseguiram habeas corpus do Tribunal de Justiça e aguardavam em liberdade o julgamento de recursos.
Agora, com a condenação em definitiva, foram presos e recolhidos ao presídio regional de Passo Fundo para cumprir a pena a que foram condenados. 
A comerciante Rita de Cássia Felipi foi sequestrada no dia 15 de setembro de 2006 e encontrada morta cinco dias depois sob ponte no rio Chifrãozinho, entre Passo Fundo e Ernestina. Os sequestradores exigiam resgate de R$ 40 mil para libertar a vítima. Apesar da família estar negociando, ela foi morta de forma cruel. 
Segundo o delegado Adroaldo Schenkel, a necropsia apontou que a vítima morreu por afogamento, ou seja, foi arremessada da ponte ainda com vida. Ela teria ficado agonizando pelo menos dois dias antes de morrer. 
Os envolvidos foram presos pela Defrec quatro meses e admitiram o crime. Segundo eles, a intenção inicial era roubar uma camionete de pai da vítima para pedir resgate pela devolução, mas quando observaram a comerciante saindo com o veículo, aproveitaram para sequestrá-la. 
A vítima foi ferida e, acreditando que estava morta, foi jogada no rio na mesma noite do sequestro. Adroaldo Schenkel afirma que apesar disso, os sequestradores ainda continuaram tentando extorquir a família por mais três dias.
Ouça a entrevista com o delegado: