Caso Rafael: reconstituição do crime pode explicar se mãe agiu sozinha, explica delegado
O Rio Grande do Sul acompanhou perplexo ao caso da mãe que matou seu filho de 11 anos na cidade de Planalto. A mãe do garoto Rafael Mateus Winques, Alexandra Duogokenski, confessou que matou a criança. Mas desde que o fato ocorreu ficaram algumas questões. Qual o carro que tinha vestígios de sangue? A quem pertence? Como a mulher ficou com o carro? Ela reforça que agiu sozinha? Não apareceu o motivo de ela ter matado o filho?
Em entrevista a Uirapuru o Delegado Joeberth Nunes destacou que o caso deixa todos perplexos, mas a Polícia Civil continua investigando, pois o inquérito ainda não findou são vários os pontos obscuros e nebulosos e algumas indagações que precisam de repostas. Questionado sobre a motivação do crime, Nunes explicou que eles estão diante de um crime de homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar.
Explicou que são imprescindíveis os laudos periciais, princialmente o de necrópsia. Um dos quesitos que é consubstancial para a investigação, segundo o delegado, é saber a data exata da morte, o que se sabe, extraoficialmente, o que levou a morte da criança foi a asfixia mecânica.
O delegado explicou que pelas informações que a Polícia tem até o momento, indica que a morte tenha acontecido na madrugada do dia 15 de maio. Contou ainda que a vó materna prestou novo depoimento às autoridades e ainda foram ouvidos outras testemunhas para que assim, a Polícia Civil possa fechar o quebra-cabeça.
A polícia visitou novamente a casa onde vivia o menino Rafael e também onde foi encontrado o corpo, Nunes explicou que a nova vista faz com que os peritos consigam conhecer o ambiente e desta forma, facilita para uma futura reconstituição dos fatos. De acordo com o delegado, uma reconstituição nesses tipos de crime é importante para saber como foi a ordem cronológica dos fatos.
O delegado ressaltou que a polícia está retomando o depoimento do irmão da vítima e esse depoimento é tomado mediante toda a segurança de fatos, com apoio de psicólogos.
A polícia tinha feito o uso de luminol em um veículo que estava estacionado na frente da residência de Rafael, e segundo o delegado, não há confirmação de que os vestígios de sangue que foram encontrados no veículo seja de sangue humano. Na entrevista coletiva que aconteceu essa semana a Polícia Civil informou que havia no hol de investigados sete pessoas, nesse sentido, o delegado explicou que, diante da confissão da mãe, foram descartados outros possíveis investigados.
Ouça a entrevista com o Delegado Joeberth Nunes: