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Polícia

Caso Potrich: delegado responsável pela investigação diz ter certeza sobre a autoria

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Sem dúvidas sobre quem é o responsável pelo desaparecimento do gerente bancário de Anta Gorda, Jacir Potrich, e após a prisão temporária do homem investigado pela autoria do crime, o delegado Guilherme Pacífico procura desvendar, junto a sua equipe, onde o cadáver foi escondido.

A frente do caso desde o desaparecimento do homem, Pacífico falou à Uirapuru sobre a operação “Gerente AG” realizada no decorrer do dia dessa quarta-feira (23), em Anta Gorda, Arvorezinha e Capão da Canoa, litoral gaúcho, no apartamento em que foi preso o indiciado, que era vizinho da vítima e considerado como irmão anos atrás, quando construíram suas casas no mesmo terreno.

Foram inúmeras as linhas de investigação analisadas durante os três meses que passaram, segundo Pacífico. “Mas com o trabalho minucioso das imagens internas das câmeras de videomonitoramento do condomínio, a gente pode ter certeza que ambos estiveram no mesmo epicentro do desaparecimento e que, depois disso, o autor fez de tudo para impedir, obstruir aquelas imagens, para que não chegassem até polícia”, relata.

Ainda segundo o delegado, não há dúvidas de que o gerente foi assassinado pelo vizinho, que além de responder por homicídio qualificado, também será indiciado por ocultação de cadáver. “As imagens, junto com outros elementos, nos dá certeza de que o preso é o autor, e que, preliminarmente, agiu sozinho, sem a participação de terceiros”, afirma.

Já em relação ao assassinato, o delegado manifesta que Potrich foi morto ainda dentro do condomínio. “Trabalhamos com a possibilidade da ocultação local do cadáver, por isso da utilização de cães farejadores. Também há possibilidade, em algum momento anterior, ele ter retirado o corpo, quando ainda, sequer, era tido como suspeito”, esclarece.

O investigado se manteve em silêncio quando chegou à Anta Gorda, não manifestando qualquer informação a respeito do caso. Sobre a motivação, a investigação apurou que as desavenças entre os vizinhos tiveram início no momento em que houve a troca de prédio da agência do Sicredi, onde o desaparecido era gerente.

“No passado eles eram em três amigos muito próximos e que conviviam em perfeita harmonia, tanto que construíram condomínio junto, onde viviam em clima de perfeita irmandade, junto com seus familiares. Quando a agência trocou de endereço e saiu do imóvel locado, que pertencia a esse vizinho (preso), ele ficou com sentimento de traição, iniciando um ambiente de animosidade entre eles”, relata Pacífico.

Ainda, conforme o delegado responsável, se apurou nas diligências que, por parte de Potrich, não havia interesse algum de reatar os laços com amigo, após o desentendimento comercial. “Tudo era motivo de discórdia entre eles. E esse caso se aproxima da passionalidade, porque eram praticamente irmãos, de forma que as discórdias, quando ocorrem, são amplificadas. Tanto que o ódio chegou a essa estratosfera levando ao resultado tráfico”, conclui.