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Política

Caso Pizzolatto: para advogado, volta ao Brasil e cumprimento de pena vai ser um longo processo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão, foi preso ontem na Itália, após operação conjunta das polícias brasileira e italiana. Ele estava foragido desde novembro do ano passado e foi detido por portar um documento falso e porque havia um mandado internacional de prisão contra ele. Por ter dupla cidadania, Pizzolato não pode ser extraditado para o Brasil.

O advogado Osmar Teixeira não acredita que o caso se resolva rapidamente. Primeiro pelo histórico de relações entre Brasil e Itália, em função do caso Césare Battistti, criminoso condenado na Itália por homicídio. Battistti fugiu para o Brasil e não foi devolvido para o país de origem, ato que foi interpretado pela justiça italiana como uma afronta do governo brasileiro. Depois, pesa a favor de Pizzolato o fato de ele ter cidadania italiana. Com isso o assunto será tratado pelo direito internacional, pois cada país protege seus cidadãos. Segundo o advogado deve iniciar-se agora uma longa batalha judicial, e para que o condenado seja trazido ao Brasil será necessária uma boa vontade política dos italianos.

Osmar explica que a pena de Pizzolatto deve ser cumprida no Brasil, e há apenas um caso em que o condenado pode cumprir sua pena na Itália.
No processo do mensalão, Pizzolato foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato e cumprirá a pena em regime fechado. O nome do ex-diretor do Banco do Brasil foi incluído na lista de procurados da Interpol.