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Caso Henry: psiquiatra avalia que interesses pessoais da mãe estavam acima da vida do filho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Caso Henry: psiquiatra avalia que interesses pessoais da mãe estavam acima da vida do filho
Caso Henry: psiquiatra avalia que interesses pessoais da mãe estavam acima da vida do filho

A Polícia Civil do RJ prendeu nesta quinta-feira (8), dentro das investigações da morte do menino Henry Borel, o vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade), padrasto da criança, e Monique Medeiros, mãe do garoto.

A polícia tem convicção de que o homem agrediu o menino mais de uma vez e, por fim, matou a criança de apenas 4 anos com as agressões. Mensagens obtidas pela polícia apontam que a mãe sabia e nada fez. Além disso, no dia seguinte ao enterro do menino ela passou o dia em um salão de beleza fazendo as unhas.

O crime causa revolta e levanta diversos questionamentos da população. Participando da programação da Uirapuru, o psiquiatra Dr. Carlos Hecktheuer fez uma análise sobre o caso.

Um dos pontos em que mais causa indignação é como a mãe do menino fica do lado do agressor mesmo sabendo que ele agrediu a criança e a matou. Dr. Carlos aponta que as mães também odeiam e que provavelmente Monique tinha para com o filho, de um relacionamento anterior, sentimentos de muita duplicidade, tanto amava como odiava. Porém isso não era manifestado por ela, pois ela encontrou um parceiro que fazia esse papel.

Para o psiquiatra, os interesses pessoais da mãe estavam acima de qualquer coisa, até mesmo do filho. Desta forma,  a criança era um empecilho para ela.

Hecktheuer avalia que o motivo pelo qual a mãe acobertou o assassino do próprio filho é porque no fundo era o que ela gostaria de ter feito e não podia.

Ouça a entrevista com o psiquiatra Dr. Carlos Hecktheuer: 

O Psiquiatra também avaliou a postura do vereador Jairinho, acusado de ter assassinado Heny.

Para Hecktheuer, o vereador Jairinho é um serial killer, pois sempre procurou relacionar-se com mulheres jovens e com filhos, com idade média de quatro anos. Jairinho tinha perfil de sedutor, extremamente gentil e atencioso, que seduzia as mulheres carentes para poder agredir as crianças. Ele tinha intenção de maltratar a criança com a conivência da mãe.

Para o psiquiatra, Jairinho tinha prazer nas agressões, pois provavelmente foi o que o vereador passou na infância e  deu continuidade. A vida dela era maltratar e ser maltratado.

Ouça a entrevista com o psiquiatra Dr. Carlos Hecktheuer: