Caso Daniele: laudo aponta asfixia como causa da morte e não revela outros ferimentos
Foi concluído ontem (14) o inquérito policial sobre o assassinato da jovem Daniele Dos Santos Camargo, 23 anos, de Serafina Correa-RS. Ela sumiu no dia 4 de agosto e foi encontrada morta na tarde de 26 de agosto, após o suspeito e ex-namorado da vítima confessar o crime e apontar o local onde enterrou o corpo.
Anderson Alves Mingola, 40 anos, ex-namorado de Daniele, relatou em depoimento, que a jovem embarcou em seu carro para conversarem e ela foi levada até o Morro do Cristo, um local alto que possui uma réplica do Cristo Redentor e que, naquele horário do dia normalmente não tem muitas pessoas. Lá houve um desentendimento com a jovem e ela foi estrangulada com um fio de luz, ainda dentro do carro. Depois ele relatou ter colocado o corpo no porta malas do carro e descartado ele em uma área de mata, no interior.
Em um primeiro momento, ainda no dia 27, foi informado que o porta malas do carro tinha vestígios de sangue, depois sendo confirmado como da vítima. Surgiram então dúvidas sobre como Daniele foi morta.
O laudo pericial revelado na tarde de ontem pelo delegado Tiago Lopes de Albuquerque, juntamente com os agentes das Delegacias de Polícia Civil (DPs), de Serafina Corrêa e Guaporé, apontou a causa da morte de Daniele como asfixia pelo fio de luz. Sobre a possibilidade de outro ferimento que possa ter causado o sangramento, devido ao estágio inicial de decomposição, não foi possível constatar nada além.
Com o inquérito concluído, Anderson Alves Mingola, que está preso desde o final de agosto, foi indicado agora por homicídio triplamente qualificado, feminicídio, motivação torpe e asfixia, além da ocultação de cadáver.