Casa prisional com método APAC reduz em quase R$ 3 mil o custo de um preso para o Estado
Em breve Passo Fundo vai contar com uma cadeia prisional com o método APAC, que prevê a reabilitação dos apenados por meio de trabalho e de estudo. A manutenção do local, que funcionará no prédio da antiga Escola Aberta, próximo ao trevo da BR-285 com a Perimetral, também deve ocorrer com a participação deles.
Para debater sobre assunto, foi realizado nesta sexta-feira (23) uma audiência pública no salão de atos da Faculdade de Direito da UPF.
Em entrevista na Uirapuru, o conselheiro fiscal da Associação de Proteção e Assistência do Condenado (APAC), Fernando Carlos Bicca, explicou que a iniciativa é da própria sociedade e não do Poder Público. Ela visa a ressocialização e a humanização do sistema penitenciário.
Bicca destacou que é de conhecimento de todos que o sistema tradicional do Estado não recupera ninguém. A organização da nova casa prisional vai ser feita por voluntários, sendo que os próprios sócios ficarão responsáveis pela sustentação inicial da APAC.
A adaptação e manutenção do prédio, assim como a alimentação dos presos será feita por meio de convênio com o Estado. Hoje o governo gasta cerca de R$ 4 mil com um preso, no modelo APAC terá que desembolsar R$ 1,3 mil.
Bicca salientou que a ideia da APAC é que a sociedade possa resolver os seus problemas e que consiga cuidar da sua própria segurança. Declarou que a APAC é um método que promove a reinserção social do preso, reparação da vítima e segurança da comunidade.