Carnaval e variante BA.2 pode levar a novo aumento de casos, avalia infectologista de Passo Fundo
Os últimos dados a nível de Estado aponta que a pandemia está perdendo força no que diz respeito à velocidade de novos casos do Coronavírus . No entanto, ainda estão acima do que foi registrado quando a variante Ômicron não existia, evidenciando a alta transmissão deste novo vírus. Mesmo neste cenário de contaminações com uma média diária de 400 a 500 novos casos na cidade, os óbitos estão em um número muito inferior a quando não havia a vacina.
Em Passo Fundo o aumento de casos chegou a partir de 27 de dezembro, alavancado pelas festas de final de ano Desde a data, os últimos cinco dias foram os únicos com sinais de redução das contaminações. Com a proximidade do Carnaval, ainda que muitas atividades estejam suspensas, há preocupação com possibilidade de nova alta nos casos.
A Uirapuru conversou sobre este assunto com o médico infectologista Gilberto da Luz Barbosa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) e integrante do comitê Covid da Região de Passo Fundo. O médico confirmou o sinal de diminuição, mas reiterou que é preciso esperar mais alguns dias até se ter certeza da queda. Em países da Europa, que passaram antes pela pandemia, a queda de casos ocorreu até 45 dias após o seu início. Baseado nisso, em tese, Passo Fundo caminha para a diminuição.
O médico infectologista Gilberto da Luz Barbosa explicou que há duas preocupações neste momento. A primeira é a nova variante BA.2, diferente da Ômicron, sendo mais contagiosa. Ela já está em alguns países da Europa e vai chegar ao resto do mundo, como as outras. Aliado a isso o Carnaval, ainda que sem festas de rua, aglomera pelo simples fato de ser feriado. Com uma aglomeração e nova variante mais contagiosa o infectologista projeta um repique com nova alta de casos. A pesar disso, a nova variante BA.2 está se mostrando menos agressiva, assim como a Ômicron.