Skip to content

Estado

Carga tributária deve se manter elevada no Estado mesmo com proposta de reforma, diz presidente da Federasul

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O Governo do Estado apresentou recentemente uma proposta de reforma tributária para o Rio Grande do Sul. O projeto ainda precisa ser analisado e discutido pelos deputados na Assembleia Legislativa, porém já vem causando polêmicas. A proposta pretende aumentar alguns impostos e reduzir outros. Os pontos mais polêmicos estão no aumento da alíquota de IPVA e de ICMS.

Falando na Uirapuru, a presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Simone Leite, afirmou que estamos passando por tempos difíceis para se tomar decisões sobre uma reforma tributária. Frisou que as empresas estão sangrando por conta da pandemia e, inicialmente, é preciso encontrar uma maneira de estancar o problema.

A federação está trabalhando junto às empresas para evitar fechamentos e demissões nesse período complicado da economia mundial. Simone contou que vem acompanhando com o Governo do Estado a proposta e a expectativa da Federasul não é de ter redução da carga tributária, mas sim a simplificação no sentido de onerar menos as empresas. Ela destacou que simplificar de forma arrojada os impostos é bem-vindo pela classe produtiva, porém a preocupação do setor é que a carga tributária tende a se manter elevada, mesmo com a reforma.

A presidente contou que a entidade foi a única que apoiou, lá em 2018, a manutenção da majoração do ICMS, que era de 17% e foi para 18% e voltaria para o valor anterior no ano que vem. A entidade aguardava que, com as reformas da previdência e administrativa, o governador Eduardo Leite reduzisse o imposto. O governador propôs no entanto, que a alíquota seja de 17,7%, o que fica inviável para a classe produtiva do Estado, de acordo com Simone.

Ela afirmou que o Estado não pode arrecadar mais dos mesmos, o que precisa é incentivo para novos investimentos no Rio Grande do Sul. As micro e pequenas empresas também terão uma oneração, fator que preocupa bastante a Federação.

Simone defende que a proposta não está madura ainda e é necessário debater mais o tema para que a recuperação econômica aconteça de fato, no período pós-pandemia. A presidente demonstrou preocupação ainda com o custo de vida do trabalhador, pois diversos itens da cesta básica terão aumento de preço e impactará diretamente no dia a dia do gaúcho.

A presidente da Federasul finalizou comparando o Rio Grande do Sul com os outros estados da região sul, destacando que os gaúchos têm a carga tributária mais alta, prejudicando a competitividade das empresas e fazendo com que novos investidores priorizem Paraná e Santa Catarina.