Cardiologista alerta para a importância de avaliar condições do coração antes de praticar esportes
Nesta semana a morte precoce do jornalista Rafael Henzel, de 45 anos, enquanto jogava futebol com amigos, ascendeu o alerta para quem pratica esportes. Henzel é um dos sobreviventes da queda do avião da Chapecoense em 2016. O narrador passou mal e sofreu uma morte súbita.
Em entrevista na Uirapuru, o médico cardiologista do Hospital de Clínicas, Dr. Edimar Lima, explicou que a morte súbita é ligada a problemas no coração, mas nem sempre é um infarto, existem outros tipos de arritmia cardíaca que também podem levar a morte. Lima orientou para quem está pensando em iniciar uma atividade física, procurar um cardiologista e fazer uma avaliação para saber como está a saúde do coração. O médico falou que é feito uma avaliação pré treinamento no paciente, com um exame físico e um eletrocardiograma para atestar as condições do coração e saber se ele tem alguma alteração, seja estrutural ou elétrica para poder ou não se exercitar.
Edimar informou que, conforme a idade do paciente, são realizados testes ergométricos, com a presença de esforço físico para ver como o coração se comporta. Conforme o médico, mesmo que o paciente tenha alterações, é possível praticar esportes, porém, através de avaliação, é definido a intensidade, o tipo e a periodicidade da atividade.
O cardiologista orientou que a melhor maneira de prevenir a morte súbita é procurando um profissional e manter um acompanhamento periódico para manter a saúde em dia.