Caos no IGP: órgão trabalha com apenas 37% do efetivo considerado necessário
O recente caso de um jovem que foi baleado e morto no centro da cidade, com o corpo esperando por cerca de seis horas pela chegada do IGP, expôs aos passo-fundenses a delicada situação que o órgão vive pela falta de profissionais e sobrecarga de trabalho.
Agora, chegam informações de que o IGP trabalha com apenas 37% do efetivo considerado necessário. O número de médicos legistas hoje é de 85, enquanto o ideal seria 200 profissionais para a função.
Um levantamento apontou situações em que muitas cidades dependem apenas de equipes localizadas a 100km de distância. Passo Fundo é uma das cidades que desloca estes profissionais e, quando isso ocorre, o município fica descoberto. Os moradores de Erechim têm um médico legista e não têm perito criminal. Por isso, é preciso que um profissional se desloque de Passo Fundo até a cidade. Nos fins de semana, o IML só tem plantão uma vez por mês. De acordo com o responsável pela unidade de Erechim, faltam pelo menos dois profissionais.
A situação só deve melhorar no início de 2018, quando está prevista a formação de 106 servidores. Porém, a diretora do Departamento de Perícias do Interior do IGP, Marília da Costa Ribas, classificou como insuficiente a contratação de 106 servidores, sendo necessário no mínimo o cadastro reserva, que não está previsto.