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Saúde

Câncer: retirada de órgãos como prevenção é medida extrema e não recomendada

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O câncer de mama é hoje cada vez mais comum nas mulheres e tem causado muito temor. Existem mulheres que estão tomando medidas radicais para prevenir o surgimento desta doença, quando existe algum fator que possa aumentar a possibilidade de surgimento da doença. A atriz americana Angelina Jolie anunciou que se submeteu a uma cirurgia preventiva para retirar os ovários e as trompas de Falópio, dois anos depois de uma dupla mastectomia também preventiva.

 

Em um artigo a atriz, que perdeu a mãe, a avó e uma tia para o câncer, explica que optou pela operação depois que os resultados de exames de sangue apontaram que alguns índices eram anormais. Mas será que esta prática é a mais eficaz e aconselhável para se livrar do fantasma do câncer ou é exagero?O médico oncologista Dr. Rodrigo Villaroel, explicou que, o caso da atriz é específico, já que ela apresenta mutações genéticas raras. As chances de ela desenvolver algum tipo de câncer, em 30 anos, era de 90%. Sendo assim, a retirada dos órgãos a medida mais eficaz, mas que não se aplica à maioria das mulheres.

 

O médico destacou que os fatores que desencadeiam câncer, normalmente, são outros, ligados ao estilo de vida, alimentação e até mesmo fatores externos, o que exige medidas diferenciadas de tratamento, dentro de cada caso. Lembrou que o caso da atriz fez muitas mulheres com câncer cogitarem a retirada total das mamas, mas o procedimento não é recomendado na maioria dos casos.