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Geral

Caminhões e tratores tomam conta das ruas de Passo fundo e população apoia o movimento

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A paralisação dos caminhoneiros, que iniciou no começo da semana, culminou nesta sexta-feira com uma carreata composta por tratores e caminhões.

 

Foram centenas de veículos que por cerca de duas horas mudaram o trânsito da cidade. Instituições como Sincomércio, CDL e Acisa, manifestaram apoio ao movimento e por isso durante uma hora, das 9h às 10h, o comércio de Passo Fundo permaneceu de portas fechadas. Enquanto o movimento cruzava a Avenida Brasil, nos canteiros centrais e calçadas a população demonstrava apoiar a mobilização dos caminhoneiros pela redução do preço dos combustíveis.

 

Demonstrando sua indignação o povo se manifestou contra a corrupção e a situação econômica do País. A Rádio Uirapuru acompanhou os motoristas e também a movimentação no centro da cidade. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Alberi Ceolin, que participou da carreata afirmou que agricultores e caminhoneiros devem se unir para buscar melhorias, pois o trabalho de um depende do esforço do outro.

 

Também integrado a causa dos caminhoneiros, o representante do Sindicato Rural, Jair Dutra, falou aos ouvintes da Rádio Uirapuru. Ressaltando a participação da população, aderindo às manifestações e mostrando sua força.

 

Presidente do legislativo municipal, o vereador Márcio Patussi, se fez presente ao manifesto e afirmou estar do lado dos caminhoneiros e de todos os passo-fundenses, na luta por um Brasil mais jutos e melhor.

 

O comércio foi outro setor que aderiu ao movimento e na figura do membro do conselho diretivo da CDL, Ari Rabello, garantiu o seu apoio aos motoristas e agricultores.

 

O comerciante Roberto Andreeta, explicou que os estabelecimentos que comercializam materiais de construção estão à beira do desabastecimento, mas mesmo assim o apoio à causa precisa seguir. O diesel impacta nos alimentos, no material de construção, no transporte coletivo e a sociedade precisa se unir, destacou o empresário.

 

Um depoimento emocionado, de um dos caminhoneiros que há anos enfrenta o drama de estradas precárias e pouca remuneração, marcou o tom da carreata que encerrou no trevo da Caravela.