Câmara já estuda medidas legais para retirar manifestantes que ocupam plenário
Vão continuar ocupando o plenário da Câmara Municipal de Vereadores, os cerca de 20 manifestantes, na maioria estudantes, que estão no local desde a última segunda-feira, dia 08. A ação serve para cobrar do poder legislativo que pressione a prefeitura a revogar o aumento da passagem de ônibus no município. Além disso, reivindicam o retorno das sessões plenárias para o horário das cinco da tarde e a abertura de uma CPI para tratar do Transporte Coletivo.
O grupo de manifestantes diz que a antecipação das sessões para às três da tarde dificultou a participação dos trabalhadores. Em posição oficial o presidente da casa, Marcio Tassi, diz que essa medida gerou economia ao cofres públicos e que dificilmente será revertida.
Desde que o “acampamento” foi instalado no plenário da Câmara, muitas reuniões de negociações, entre os manifestantes e os vereadores já foram realizadas, sem que houvesse um acordo.
Desde que o “acampamento” foi instalado no plenário da Câmara, muitas reuniões de negociações, entre os manifestantes e os vereadores já foram realizadas, sem que houvesse um acordo.
De parte das lideranças desse movimento, a informação é de que a ocupação irá continuar até que pelo menos 12 vereadores assinem documento se comprometendo a realizar uma audiência pública para tratar sobre o horário das sessões, da CPI do Transporte e do valor da tarifa do transporte coletivo. Em razão do falecimento do ex-vereador e presidente da Câmara, Dr. Zenóbio Magalhães, a sessão de ontem foi cancelada, frustrando a expectativa do grupo de pressionar os parlamentares durante a reunião.
De acordo com o vice-presidente do legislativo, Márcio Patussi, aguarda-se que até amanhã os manifestantes deixem pacificamente o plenário. Em não ocorrendo, estão sendo estudadas medidas legais. Neste caso, não se descarta uma ação de reintegração de posse no judiciário.