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Cidade

Câmara fria do IML estragada há meses força liberação de corpo para enterro mesmo sem identificação

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A descoberta de dois corpos, na noite da última terça (10), expôs um grave problema no Instituto Médico Legal (IML) de Passo Fundo. O local funciona na UPF, que cede o espaço ao Instituto Geral de Perícia (IGP), e está com câmara fria que conserva os cadáveres estragada há meses, prejudicando os trabalhos dos peritos.

O problema começou quando a Brigada Militar foi informada por um agricultor de que um corpo de um homem estava dentro de um riacho próximo a BR-153 (Transbrasiliana). Quando soldados realizavam os primeiros levantamentos um segundo corpo foi localizado há cerca de 30 metros da ponte, também boiando dentro do riacho.

Os dois corpos foram levados, na terça (10), pela polícia Civil até o IML para posterior identificação, mas puderam ficar apenas 24 horas no prédio, tendo que ser rapidamente encaminhados para o sepultamento, pois a geladeira não estava funcionando. A família de um dos mortos, identificado como Valmir Galivar, de Erechim, conseguiu reconhecer um dos corpos, mas o segundo homem foi enterrado por funerárias locais sem identificação.

A identidade terá que ser conhecida pela analise das impressões digitais e fotografias. O jornalismo da Rádio Uirapuru tentou contato com os responsáveis pelo IML de Passo Fundo, mas não obteve resposta. Um dos servidores indicou que somente a central de Porto Alegre pode manifestar-se. Enquanto isso os trabalhos seguem prejudicados e sendo realizados às pressas em Passo Fundo, cidade que registra um grande número de homicídios.