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Cultura

Café Filosófico aborda o Berço das Águas e destaca importância dos rios que nascem em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Na noite de ontem (6), a Academia Passo-Fundense de Letras realizou o 33º Café Filosófico, dentro da programação da 37ª Feira do Livro de Passo Fundo, reunindo público, pensadores e ambientalistas para uma reflexão poética e científica sobre o tema “Berço das Águas”.

O encontro, já tradicional há 16 anos, é um espaço criado para lançar luz sobre questões que atravessam a vida e convidar a comunidade ao diálogo e à escuta.

Nesta edição, o Café Filosófico voltou o olhar para a riqueza hídrica que marca a identidade do município e da região. Das 25 bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, cinco têm origem ou passam por Passo Fundo e sua divisa com Mato Castelhano, junto à Floresta Nacional. Entre elas estão os rios Apuaê-Inhandava, Taquari-Antas, Alto Jacuí, Passo Fundo e Várzea, responsáveis por alimentar cursos d’água que abastecem centenas de municípios gaúchos.

O Rio Passo Fundo e o Arroio Miranda são fundamentais para o abastecimento da cidade, sustentado pelas barragens da Fazenda e do Arroio Miranda. Apenas na área da Fazenda da Brigada Militar existem 26 nascentes, pequenas fontes que simbolizam o início da vida e o elo entre natureza e comunidade.

O evento contou com as participações de Flávia Biondo da Silva, Paulo Fernando Cornélio, Waner Barreto e Mauro Gaglietti, além da exibição do documentário “Jacuí: o rio que corre com o tempo” e apresentação musical de Júnior Von Dentz.

Promovido pela Academia Passo-Fundense de Letras em parceria com o Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), o Café Filosófico reforçou a importância de reconhecer Passo Fundo como um território de nascentes.

Mauro Gaglietti, escritor e membro da Academia, destacou que a importância de Passo Fundo no aspecto hídrico do Estado é gigantesca. “A Feira do Livro é o momento para evidenciar isso em literatura, estimulando as pessoas ao conhecimento pela leitura. São 323 cidades abastecidas com nascentes em Passo Fundo. A necessidade de preservar essas águas precisa ser informada”, afirmou Mauro.

Um documentário sobre as nascentes foi apresentado no encontro, produzido pelo GESP. Representando a entidade, Flávia Biondo explicou que o debate leva à reflexão e a ações individuais aprimoradas — algo que o GESP sempre defendeu.