Cadeia Pública: Expectativa é que as obras sejam concluídas no primeiro semestre de 2026, afirma assessor especial do governador, Mateus Wesp
Nesta semana, um importante anúncio foi feito pelo governo do Rio Grande do Sul sobre o início das obras da Cadeia Pública de Passo Fundo. O investimento estimado em mais de R$ 125 milhões torna-se o maior recurso do tesouro estadual destinado ao município em um único contrato. A expectativa é que as obras sejam concluídas no primeiro semestre de 2026.
Uma demanda que começou a ser debatida em 2004 chega agora a uma etapa importante e, definitivamente, sairá do papel. A unidade prisional será construída às margens da BR-285, na divisa entre Passo Fundo e Carazinho, e, conforme o projeto, terá capacidade para 800 detentos. Inicialmente, o espaço seria destinado exclusivamente a mulheres, mas, devido a alterações e ao maior índice de superlotação masculina nos presídios, o projeto foi modificado.
O assessor especial do governo, Mateus Wesp, conversou com nossa reportagem e deu alguns detalhes sobre o processo de construção. Ele afirmou que, nas próximas semanas, o secretário de Sistema Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana, estará em Passo Fundo para o ato de início das obras.
A empresa responsável pela execução do projeto é a Verdi Sistemas Construtivos, com sede em Ivoti, que já realizou diversas construções na área prisional. Segundo Wesp, a empresa possui um método construtivo mais ágil e eficiente, patenteado, e que apenas ela utiliza.
Sobre a Estrutura:
Wesp destaca que a nova unidade terá 800 vagas, e as celas não contarão com tomadas, com o objetivo de evitar o carregamento de celulares. Outro diferencial será o uso de bloqueadores de sinal, o que impedirá os detentos de cometer crimes dentro da prisão.
O projeto conta com estrutura adequada para estudos e cursos profissionalizantes, buscando a ressocialização dos detentos. Outro ponto destacado pelo assessor é que, com a nova unidade, alguns presídios em municípios menores poderão ser desativados, aumentando a segurança das comunidades locais.
Como a área onde a cadeia será construída pertence ao estado, haverá uma atenção especial para prevenir a formação de conglomerados urbanos nas proximidades. Caso seja necessário, medidas como a reintegração de posse poderão ser solicitadas. Antes disso, todas as providências serão tomadas para evitar a ocupação irregular de terrenos próximos à unidade prisional.