Cadeia produtiva do leite cobra extinção de decreto sobre importação
A cadeia produtiva do leite, composta boa parte de agricultores familiares, vive uma das piores crises. O atual cenário de tributação e de estoques crescentes está fazendo com que pequenos e médios produtores abandonem a produção de leite.
Segundo levantamento da Emater Ascar, cerca de mil já deixaram a atividade por conta da entrada de leite uruguaio no Estado. O tema foi discutido ontem (30) na Casa Legislativa na Expointer, em Esteio.
O setor e movimentos ligados a ele querem a extinção imediata do decreto do governo do Estado, de junho do ano passado, que baixou a alíquota do ICMS de 18% para 12%, para importação de leite.
Na Uirapuru, o presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Edegar Pretto (PT), destacou que são famílias que destinaram todo o seu patrimônio a organizar o setor, elas realizaram investimentos, compraram vacas, fizeram melhoramentos genéticos e agora estão ameaçadas, com as suas economias em risco.
Frisou que a questão da importação é hoje uma das maiores angústias do agricultor familiar. A competição desleal resulta em uma forte queda do preço pago pela indústria aos produtores.
O deputado Edegar Pretto disse que o governo precisa agir com responsabilidade e com urgência para o bem da economia familiar do Rio Grande do Sul. Ressaltou que é um setor que está organizado há anos e que tem viabilizado a renda de milhares de pequenos e médios produtores. Pretto já solicitou uma reunião com o governador José Ivo Sartori para tratar do assunto.
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