Bullying e agressões fazem mãe desistir de mandar filha para escola
O maior desejo das mães é obter uma vaga nas escolas do estado e do município para seus filhos estudarem. No entanto o que seria a realização de um sonho, ver sua filha estudar, se tornou um pesadelo para Roseli Duarte Borges. Segundo ela relata, a filha de 11 anos, que estuda no segundo ano da Escola Estadual Mário Quintana, sofre constantes agressões físicas e morais.
A menina que tem um problema na perna, usa óculos e possui dificuldade de aprendizado é o alvo preferido de um grupo de alunos. Além de gritar com ela, a chamando de diversos apelidos depreciativos, nos últimos dias uma colega bateu nela e quando ela fica sozinha no intervalo, suas colegas de classe pisam em seus pés. A mãe, desesperada, revela que por conta disso na fisioterapia, que a filha frequenta, ela sente muitas dores. Ela já falou com a direção da escola e até pediu o endereço dos pais das agressoras, para tentar o diálogo, mas até o momento nada foi feito. Roseli informou que procurou o Conselho Tutelar, mas que enquanto o problema não for resolvido, não mandará mais a filha para ser agredida na escola.
A Uirapuru entrou em contato com a escola e conversou com a vice-diretora Lia Mara.
Ela informou que houve um problema, isolado, com um aluno que teria chamado a menina por nomes ofensivos, mas que já teria sido resolvido. A vice-diretora registrou, ainda, que desde que entrou na escola a aluna foi acolhida com muito carinho e que qualquer nova situação será tratada com diligência.