Brasil ocupa quinto lugar no número de obesos: mais que estética controlar o peso é apostar na saúde
Nesta semana o Programa “Emoção e Afeto, Comportamento”, da Uirapuru, trouxe para o debate um tema que, certamente, atinge uma grande parcela dos brasileiros e dos passo-fundenses: a obesidade e o sobrepeso. Participando no estúdio, o psiquiatra Érico Hecktheuer e o Dr. Ricardo Luiz Zanin, gastroenterologista e cirurgião geral.
O cirurgião, que realiza cirurgias bariátricas, revela que a obesidade é mais do que um problema com a aparência, é um perigo para a saúde. Várias doenças graves têm sido relacionados à obesidade, incluindo diabetes, doenças cardíacas, pressão alta e infarto, por exemplo. Ele revela que hoje, de acordo com pesquisa, o Brasil é o quinto País no mundo em número de obesos. E que a principal causa da doença, é o sedentarismo, seguido pelo consumo exagerado de alimentos.
Zanin salienta que a obesidade coincide com o aumento de peso, sendo definida como o aumento da gordura corporal, em comparação com a massa magra, em um nível tal que possa ser a associado a um risco elevado para a saúde.Assim, quando a ingestão de energia supera o gasto energético, o excesso é guardado no tecido na forma de gordura corporal. Um obeso tem, normalmente, 40 quilos acima da sua altura e ganha de 2 a 4 quilos por ano, por isso é preciso muita atenção principalmente com as crianças, que já estão se tornando obesas.
O cirurgião explica, ainda, que o sofrimento emocional pode ser uma das partes mais difíceis da obesidade. A sociedade atual, conforme ressalta, dá importância à aparência física e associa ser atraente a ser magro.
Muitos pensam que pessoas obesas são gulosas, preguiçosas. Como resultado, elas geralmente enfrentam discriminação no mercado de trabalho, escola e eventos sociais. O sentimento de rejeição e depressão são comuns.
Por isso buscar auxilio, procurando profissionais como nutricionistas, fazer exercício e manter uma boa dieta físico são boas opções. E nos casos mais graves a cirurgia, que conforme registra é feita hoje por laparoscopia e apresenta riscos baixos.