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Saúde

Na Uirapuru, médico afirma que os sete dias após cirurgia são fundamentais na recuperação de Bolsonaro

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Ontem (28), pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro passou por uma cirurgia de retirada da bolsa de colostomia e de reconstrução do trânsito intestinal. A operação foi realizada no centro cirúrgico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde o presidente deu entrada ainda no sábado (26). Há quatro meses Bolsonaro utiliza a bolsa em seu corpo, já tendo passado por outras duas cirurgias de emergência. Estava previsto que o procedimento duraria de três à quatro horas, porém foram mais de nove horas de cirurgia. A cirurgia foi realizada com “êxito” de acordo com o Palácio do Planalto.

Em entrevista na Uirapuru, o proctologista do Hospital São Vicente de Paulo, Fabiano Schirmbeck, explicou que a colostomia é uma abertura do intestino grosso para a pele e é feita em casos de câncer e em traumas, como no caso do presidente. O doutor explicou que em razão do presidente ter passado por duas operações de emergência antes, o intestino de Bolsonaro pode ter criado uma aderência, o que explicaria a demora no processo. O médico disse que quando há aderência, o trabalho precisa ser feito com calma para não machucar e prejudicar o funcionamento do órgão.

O Dr. Schirmbeck afirmou que caso o trabalho não fosse feito com muito cuidado, poderia causar muitos traumas no intestino fino e complicar o quadro clínico de Bolsonaro a médio prazo. Em relação ao tempo de recuperação, o proctologista explicou que tudo vai depender de quais foram as dificuldades encontradas durante o procedimento cirúrgico e se no período de sete dias pós-operatório, nenhuma complicação surgir.