Beto diz que governo não deve fechar questão sobre o Regime de Recuperação Fiscal às vésperas da eleição
O pré-candidato ao governo do Estado, Beto Albuquerque (PSB), manifestou nesta segunda-feira sua contrariedade com a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal com o governo federal. “Se a Assembleia Legislativa aprovar o projeto que estabelece teto de gastos do governo e consolidar o Regime de Recuperação Fiscal, já estão indicados os interventores para manietar, durante os próximos 10 anos, o Governo e os gaúchos”, disse ele.
Segundo Beto, a última grande renegociação foi um desastre. “Renegociamos em 1998 R$ 9 bilhões, pagamos R$ 37 bilhões e hoje estamos devendo R$ 89 bilhões”, ponderou.
O pré-candidato disse que às vésperas de uma eleição estadual e federal não é hora de fechar questão desta natureza, já que novos mandatos de governadores e Presidente começam em janeiro de 2023.
A liminar do STF que permitiu o não pagamento da dívida com a União já tem quase 5 anos e diz respeito a 15 estados da Federação. “Se voltarmos a pagar esta dívida, agora com possibilidade de ser R$ 5 bilhões/ano e sem uma grande negociação conjunta com todos os estados e o governo federal, em 2023 estaremos diante da perda da capacidade de investimentos mais uma vez”, argumentou.
Beto lembra que há uma ação da OAB-RS no STF que mostra a ilegalidade de incidir juros entre entes federados. “Isto significa que já pagamos está absurda dívida faz muito tempo. A nossa história é de luta e não de subordinação”, disse.