Basegio alega inocência e muda versão sobre funcionária fantasma na Assembleia Legislativa
Foi retomada ontem, após recesso parlamentar, as investigações que envolvem o Deputado Diogenes Basegio (PDT), na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa. O deputado foi ouvido e teve a oportunidade de se defender das acusações que incluem contratação de funcionários fantasmas, extorsão do salário de servidores e de adulterar os veículos utilizados em seu gabinete, fraudando o ressarcimento dos cofres públicos. Durante o depoimento, que durou duas horas, deputado deu uma nova versão para a contratação de Heidi Vieira, apontada como funcionária fantasma.
Salientou que ela trabalhou efetivamente em um cargo destinado aos assessores do Interior pelo prazo de 5 meses. Quando se manifestou pela primeira vez, em junho, após as denúncias terem sido divulgadas, o parlamentar havia dito que a contratação ocorreu, mas o cargo era ocupado, efetivamente, pelo esposo de Hedi, Neri Vieira. Basegio também se defendeu das demais acusações e disse ser inocente. O relator do processo, deputado Enio Bacci (PDT) destacou que o conjunto de fatos apurados e dos depoimentos é que levará ao relatório final, que deve ser apresentado no dia 13 e será elaborado juntamente com os demais integrantes da Comissão, os deputados Jeferson Fernandes (PT) e Sérgio Turra (PP).
Se o relatório apontar pela cassação e for aprovado na Comissão de Ética, segue para Comissão de Constituição e Justiça e, na sequência, para o Plenário da Casa, onde depende de 28 votos (maioria absoluta) para se consolidar a cassação. Se apontar pelo arquivamento e for assim aprovado pela Comissão, o processo disciplinar contra Basegio é extinto.